25 de julho – Dia de Luta da Mulher Negra da América Latina e Caribe

  Nos últimos anos, o INEGRA com o Fórum Cearense de Mulheres vem demarcando o 25 de julho como um espaço político capaz de proporcionar reflexões e debates sobre a realidade das mulheres negras. Reconhecemos esse espaço como um dos caminhos para denunciarmos as desigualdades étnico-raciais, assim como darmos visibilidade e fortalecermos as diversas iniciativas de organização das mulheres negras e suas lutas de enfrentamento ao racismo e ao patriarcado.

Em julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Latino-americanas e afro-caribenhas, instituiu-se o 25 de julho como o Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe. Esse é mais um dia de luta que se justifica pela realidade das mulheres negras, em particular na América Latina e no Caribe, expressa nos indicadores sócio-econômicos reveladores de desigualdades.

No Ceará, o debate se justifica sobretudo pela negação oficial da existência do povo negro, que somada às desigualdades de gênero, institucionalizadas ou não, implica na negação de direitos humanos das mulheres negras. Assim, O Instituto Negra do Ceará realizou nos dias 23 e 24 de julho de 2011 uma programação com vídeo-debate, oficinas de trançados afro e atividades culturais. A programação contou com o apoio do Fórum Cearense de Mulheres, do LAMCE, da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, dos grupos culturais Cia Bate Palmas, Tambores de Safo e Samba de Rosas, e integrou a rede de mobilização da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras/AMB.

   No dia 23 de julho, foi realizada na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará a exibição do vídeo “Pode me chamar de Nadi”, seguida de roda de prosa com o Diretor Déo Cardoso e a atriz protagonista Nadir. O grupo, formado por mulheres e homens, destacou aspectos relacionados à estética feminina negra que são formulados, introjetados e mantidos na cultura brasileira. Segundo Déo Cardoso, a produção do vídeo foi uma experiência bastante rica e exigiu um grande esforço de apreensão dos aspectos que formam a identidade da mulher negra e o processo de aceitação de uma estética culturalmente negada. 

   No dia 24 de julho, as atividades ocorreram na Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, onde foi apresentada a campanha nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras pelo fim da violência contra as mulheres negras. Em seguida, duas estudantes guineenses falaram das situações de racismo que vivenciaram e vivenciam nas universidades de fortaleza, e realizaram a oficina “trançando os cabelos, trançando as vidas”. A programação foi encerrada com as apresentações artísticas dos grupos culturais Cia Bate Palmas, Samba de Rosas e Tambores de Safo. 

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Categorias: cultura negra, Feminismo, Mulheres negras | Tags: | Deixe um comentário

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