INEGRA

O Instituto Negra do Ceará – INEGRA é uma organização social de mulheres negras que objetiva promover os valores étnicos, políticos, sociais e culturais das populações negras, com prioridade à mulheres negras, atuando em uma perspectiva anti-racista e feminista. Reúne mulheres negras de diferentes áreas de formação e atuação política: militantes dos movimentos negro, feminista e popular; lideranças estudantis; pesquisadoras e profissionais liberais. Para tanto, em 2008 o INEGRA redefiniu sua atuação, priorizando os seguintes eixos norteadores: 1 – Racismo e políticas públicas; 2 – Racismo institucional (com destaque no setor da saúde e da formação profissional reforçando a divisão sexual e racial do trabalho); 3 – Violência racial; 4 – Mulheres e raça-identidade e visibilidade/reconhecimento; 5 – Desenvolvimento institucional.

Foi criado em outubro de 2003 a partir da iniciativa de 13 (treze) mulheres negras que constituem seu quadro de sócias fundadoras. Nos seis anos de atuação, o INEGRA estabeleceu contato com a Secretaria Especial de Políticas para a Igualdade Racial e com a Secretaria Especial de Mulheres; recebeu a colaboração de intelectuais do cenário nacional no campo das relações étnico-raciais, como Sueli Carneiro, Edson Cardoso, Fernanda Lopes do PCRI (Programa de Combate ao Racismo Institucional); conseguiu realizar o seminário Fortaleza Negra anualmente; tem colaborado efetivamente na construção do 08 de Março junto com o Fórum Cearense de Mulheres – FCM; integra a Rede Mulher e Democracia e participa das Conferências de Políticas para as Mulheres como comissão organizadora nas Conferências Estadual, Municipal e Regional. 

Dentre as ações realizadas destacam-se: as programações anuais do 8 de março e do 25 de Julho – dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha; a Jornada pela legalização do aborto legal e seguro, realizado anualmente em parceria com o FCM; a Jornada pela Saúde da População Negra e o Dia da Consciência Negra. 

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3 Comentários

3 opiniões sobre “INEGRA

  1. Olá, queridas e queridos, sou jornalista do Jornal INVERTA, socialista, negra e nascida no RJ, moro aqui em Fortaleza e realmente o racismo e o preconceito é muito grande nessa bela cidade. Muito forte e às vezes me abate…me cansa…na Cantina Originale, por exemplo, até bateram a porta…horrível; o mesmo acontece nos olhares curiosos nos shoppings, no lava-jato, etc…mesmo acompanhada de meu companheiro, alguns homens olham e cometam, riem…Hoje reclamei…as mulheres, senhoras como eu, olham de cima a baixo…é uma estranheza a que não estou acostumada no RJ…principalmente agora aos 43 anos (meia-idade), rs…mas aqui me sinto ter que recomeçar a “brigar” como fiz na juventude…ufa, é cansativo…que bom saber que no Ceará existe disso: Resistência!

    • José Ailton santos

      Sou Negro
      SOLANO TRINDADE

      Sou negro meus
      avós foram queimados pelo sol da África
      minh`alma recebeu o batismo dos tambores
      atabaques, gongôs e agogôs
      Contaram-me que meus avós
      vieram de Loanda
      como mercadoria de baixo preço
      plantaram cana pro senhor de engenho novo
      e fundaram o primeiro Maracatu
      Depois meu avô brigou como um danado
      nas terras de Zumbi
      Era valente como quê
      Na capoeira ou na faca
      escreveu não leu
      o pau comeu
      Não foi um pai João
      humilde e manso
      Mesmo vovó
      não foi de brincadeira
      Na guerra dos Malês
      ela se destacou
      Na minh`alma ficou
      o samba
      o batuque
      o bamboleio
      e o desejo de libertação

  2. José Ailton santos

    Sou Negro
    SOLANO TRINDADE

    Sou negro meus
    avós foram queimados pelo sol da África
    minh`alma recebeu o batismo dos tambores
    atabaques, gongôs e agogôs
    Contaram-me que meus avós
    vieram de Loanda
    como mercadoria de baixo preço
    plantaram cana pro senhor de engenho novo
    e fundaram o primeiro Maracatu
    Depois meu avô brigou como um danado
    nas terras de Zumbi
    Era valente como quê
    Na capoeira ou na faca
    escreveu não leu
    o pau comeu
    Não foi um pai João
    humilde e manso
    Mesmo vovó
    não foi de brincadeira
    Na guerra dos Malês
    ela se destacou
    Na minh`alma ficou
    o samba
    o batuque
    o bamboleio
    e o desejo de libertação

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